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Olho Vivo
Concluí a pesquisa em 2025. Depois de uma pausa, retomei o Olho Vivo em 2026, transformei os aprendizados em um PRD e avancei para a primeira versão com Vinicius Di Santi colaborando nas decisões técnicas.
Visão Geral
- Time
- Conduzi sozinho a pesquisa e a definição inicial. Desde a retomada, Vinicius Di Santi colabora como desenvolvedor sênior nas decisões técnicas e será responsável pelo backend da primeira versão.
- Métodos
- Dados secundários, 5W2H, survey com 50 respostas, 8 entrevistas, diagrama de afinidade, personas, mapas de empatia, jornadas, matriz esforço x impacto e PRD.
- Ferramentas
- Figma, FigJam, Notion e Google Forms.
- Resultado até aqui
- Pesquisa traduzida em PRD e primeira versão em desenvolvimento.
Status atual
O projeto está ativo novamente e a primeira versão está em desenvolvimento. Eu continuo responsável pela pesquisa, estratégia, experiência e definição do produto, enquanto Vinicius colabora na viabilidade técnica e será responsável pelo backend.
O risco era desenhar uma solução com cara de aplicativo cívico, mas desconectada da vida real. Antes de propor interface, a prioridade foi entender como a população se informa, em quem confia e o que impede uma cobrança mais ativa.
1. O contexto e o problema
Segundo o Censo 2022, Palmital, SP, tinha cerca de 19 mil habitantes. A pesquisa de 2025 mostrou que muita gente não sabia distinguir as atribuições de cada cargo, acompanhar promessas ou identificar fontes confiáveis.
O risco era desenhar uma solução com cara de aplicativo cívico, mas desconectada da vida real. Antes de propor interface, a prioridade foi entender como a população se informa, em quem confia e o que impede uma cobrança mais ativa.
2. O diagnóstico: o que a solução precisava considerar
Três barreiras apareceram logo nos primeiros dados:
Como ajudar cidadãos de Palmital a compreender e acompanhar o trabalho do prefeito e dos vereadores de forma simples, acessível e confiável?
Essa pergunta norteadora se apoiou em quatro premissas de pesquisa:
- Contexto local importa. Palmital tem escala pequena, dinâmica de cidade próxima e canais de informação muito informais.
- Acesso não garante uso. Ter internet não significa buscar informação política por canais oficiais.
- Educação política é parte do produto. Sem explicar papéis e responsabilidades, qualquer rastreador vira ruído.
- Confiança precisa ser construída. O produto precisava parecer verificável, direto e útil antes de pedir engajamento.
3. A pesquisa: do dado secundário ao campo
Em 2025, comecei pelos dados do Senado, IBGE, Câmara dos Deputados e fontes locais. Estruturei o recorte com 5W2H, medi padrões em um survey com 50 respostas e fui a campo para entender a linguagem, a confiança e os comportamentos por trás dos números.
As fontes secundárias ajudaram a separar achismo de contexto. Elas mostraram limitações de educação política, dados sociais e condições econômicas que influenciaram diretamente o desenho do survey e do roteiro. Os recortes abaixo registram os dados disponíveis durante a pesquisa de 2025.
Pesquisa em campo
Conduzi 8 entrevistas semiestruturadas, presenciais, com moradores de Palmital de idades, ocupações e níveis de engajamento político variados. O contato direto acrescentou linguagem, contexto e nuances de confiança ao que os dados secundários e o survey já indicavam.
Em campo, três padrões ganharam força: canais informais como rádio, WhatsApp e conversas presenciais faziam parte da rotina; a confusão entre cargos pedia educação política dentro da experiência; e diferenças de familiaridade digital indicavam que o produto não poderia depender de uma única forma de acesso. Ao agrupar as falas, essas observações viraram padrões comparáveis.
O que a pesquisa revelou:
4. Síntese: duas personas, duas barreiras diferentes
A pesquisa deixou claro que uma solução única excluiria parte do público. O cidadão instruído tem acesso digital, mas pouco tempo e motivação. O cidadão do povo tem mais dependência de canais informais e menor letramento digital.
5. Jornadas: onde cada perfil se perde no ciclo político
As jornadas revelaram que o problema não estava em um único ponto do fluxo. Ele aparece no momento de entender propostas, acompanhar mandatos, identificar responsabilidade e decidir se vale a pena participar.
6. Ideação: divergir antes de escolher
Na retomada de 2026, antes de fechar uma solução, abri o leque para forçar variedade e fugir da primeira ideia óbvia, um app político genérico. Depois fiz a curadoria à mão: cortei por impacto x esforço, dado o contexto solo daquela etapa.
6 direções exploradas:
- Rastreador de promessas. Status visual + fonte verificável por promessa.
- Glossário cívico. Termos políticos traduzidos em linguagem de feira.
- Comparador de cargos. "O que faz prefeito x o que faz vereador" lado a lado.
- Bot de WhatsApp. Resposta automática para "qual o status da promessa X?".
- Newsletter local mensal. Resumo de promessas em e-mail e mensagem.
- Checklist em PDF. Material offline para quem não usa app.
A matriz esforço x impacto cortou para três frentes complementares: uma core (digital), uma de distribuição (social) e uma de inclusão (offline).
7. Direção de produto: três frentes priorizadas
8. O recorte do MVP: o que entra primeiro, o que vai depois
O recorte da primeira versão combina rastreador de promessas e módulo de educação política num único web-app PWA, escopo Palmital, curadoria por admin único. Redes e PDF entram como apoio depois do lançamento. O app nativo fica para uma evolução futura.
9. Métricas de sucesso: como saberemos que funcionou
Sem indicadores, "pronto" vira opinião. O PRD fecha quatro métricas-âncora para a v1 do web-app, definidas antes do lançamento e instrumentadas no GA4 e no Microsoft Clarity.
10. A pausa e a retomada do produto
Concluí a pesquisa em 2025 e pausei o projeto até ter apoio especializado para validar decisões sobre dados e backend. Depender apenas de IA nessa base técnica não me deixava confortável.
Em 2026, retomei o Olho Vivo com Vinicius Di Santi, desenvolvedor sênior que passou a colaborar comigo nas decisões técnicas e será responsável pelo backend. Na retomada, traduzi a pesquisa em um PRD, defini o recorte do MVP e avancei para a primeira versão. Eu continuo responsável pela pesquisa, estratégia, experiência e definição do produto.
Da retomada à primeira versão:
- Wireframes em baixa fidelidade das 5 telas principais, para validar arquitetura antes do pixel.
- Protótipo médio-fi em Figma com 1 fluxo navegável end-to-end e componentes reutilizáveis marcados.
- Teste de guerrilha com 5 a 8 cidadãos de Palmital, com pelo menos 2 do perfil Cidadão do Povo.
- Iteração baseada nos achados. Reteste se as mudanças forem grandes.
- Construção colaborativa da primeira versão, com Vinicius responsável pelo backend e comigo em produto e experiência.
- Lançamento da PWA com 30 promessas pré-cadastradas e analytics ativos.
Olho Vivo: da pesquisa de campo à construção de um produto cívico
Pesquisa concluída em 2025. Primeira versão em desenvolvimento desde a retomada do projeto em 2026.
O Desafio e a Pergunta
Em Palmital, SP, muita gente vota, mas não sabe o que cobrar de prefeito e vereadores, onde acompanhar promessas ou quais canais oficiais consultar. A pergunta norteadora: como ajudar esses cidadãos a compreender e acompanhar o trabalho dos eleitos de forma simples, acessível e confiável?
Meu papel e a pesquisa
Em 2025, conduzi a pesquisa de ponta a ponta: dados secundários (Senado, IBGE, Câmara), 5W2H, survey com 50 respostas, 8 entrevistas qualitativas, diagrama de afinidade, personas, mapas de empatia e jornadas. Na retomada de 2026, consolidei os aprendizados em um PRD com escopo de MVP, princípios de UX e roadmap em 3 fases.
O que a pesquisa revelou
O problema não era falta de interesse político. Era falta de referências confiáveis e simples, somada à dificuldade de entender quem é responsável pelo quê.
A Direção do Produto
Na retomada de 2026, a ideação e a matriz esforço x impacto levaram a três frentes: um web-app PWA com rastreador de promessas e educação política integrada (núcleo), campanha em redes sociais (distribuição) e checklist em PDF (inclusão offline). O app nativo ficou para uma evolução futura.
Da pausa à construção
Concluí a pesquisa em 2025 e pausei o projeto até ter apoio especializado para validar decisões sobre dados e backend.
Em 2026, retomei o projeto com Vinicius Di Santi, desenvolvedor sênior que agora colabora comigo nas decisões técnicas e será responsável pelo backend. Na retomada, transformei a pesquisa em um PRD e defini o recorte do MVP. A primeira versão está em desenvolvimento, com decisões de produto e tecnologia discutidas em conjunto.
Status atual
Produto ativo novamente. A primeira versão está em desenvolvimento, com Vinicius nas decisões técnicas e comigo em produto e experiência.
O Maior Aprendizado
- Pesquisa transforma problema nebuloso em leitura acionável: o problema não era desinteresse, era falta de referências confiáveis.
- Pesquisa corta caminhos errados: várias hipóteses iniciais foram refinadas pelos dados, evitando uma solução desconectada do contexto local.
- Em temas sensíveis como política, as respostas mais úteis aparecem quando há escuta real antes do roteiro.
- Pesquisa não termina no diagnóstico: fechar o ciclo exige traduzir achados em escopo, princípios de UX e métricas antes de tocar no pixel.
- Reconhecer um limite técnico e buscar a colaboração certa também é uma decisão de produto.
O Olho Vivo começou com escuta, ganhou forma no PRD e agora avança para a primeira versão com produto e tecnologia trabalhando juntos.